Meu entendimento é de que o Lula não acredita na força do trabalho. Um líder dos trabalhadores que nunca trabalhou, apresenta as mãos isentas de enxada, graxa e calos, não poderia mesmo valorizar o trabalho.
Como também nunca estudou, Lula prega equívocos como a aceitação do roubo a banco, quando o correto seria o estudo, o trabalho e a busca por meios de uma vida honesta e digna.
Em tempos idos, quando Lula se dispôs a trabalhar em uma metalúrgica, encerrou o expediente de eu primeiro dia observando que seu uniforme impecável contrastava com os uniformes surrados de seus colegas. Resolveu o problema lançando-se furtivamente sobre um amontoado de fuligem, ganhando aparência similar à dos colegas, pelo que deixou a empresa de peito estufado e cabeça erguida. Lula traz a marca do "parecer ser", em detrimento, do "ser" de fato.
A campanha que emplacou Lula Presidente foi tocada por marqueteiros, gente especializada em "parecer ser". Suas peças publicitárias reuniam expoentes da política, da cultura e das artes, em um ambiente de reuniões que pretendiam ser a construção do Brasil do futuro, sob a liderança do Lula. Vencidas as eleições, o PT que lutou por vinte anos para se estabelecer, não possuía um Plano de Governo. Então lançou o PAC, pedindo que a população enviasse projetos. Um governo claramente sem projetos.
"Ser" custa muito: estudar, trabalhar, raciocinar. E lá vem o Brasil na toada do Lula e seu PT, propagando ao mundo as virtudes do país do milagre econômico, do oásis de pujança em meio à crise mundial. O Brasil que "parece ser" refulge nas capas das revistas nacionais e internacionais, a estrela do PT brilhando alto.
Um produto marcante do Governo Lula foi Eike Batista, que alçou voo na lista dos bilionários mundiais, impulsionado pelas empresas X. Rápido subiu, mais rápido ainda caiu, com seu império de papéis e especulação financeira que drenaram os caros recursos com que o BNDES pretendia concretizar o sonho brasileiro. Eike, empresário símbolo da Era Lula, criou um império alheio ao labor e ao saber, alicerçado no vazio. E o Brasil andou para trás.
A crise mundial passou... e o Brasil não implantou um parque industrial de nanotecnologia em sistemas integrados, apenas indústrias que dependem tremendamente de insumos externos. As mesmas montandoras e indústrias que existem mundo afora, mantendo o Brasil preso à venda de insumos básicos e sua recompra após beneficiamento, repetindo no Século XXI à antiga fórmula de submissão do imperialismo anglo-americano de que o PT criticou. A Era Lula em nada serviu para reverter esta sina.
O bom momento do Brasil no cenário mundial está passando e herdamos os mostrengos inconclusos do PT: Transposição do Rio São Francisco, Rodovia Transnordestina, estádios modernos para um futebol arcaico, obras e mais obras de PAC encalhadas e até viaduto desabado antes mesmo de entrar em operação.
Saúde, educação, segurança? Meros motes eleitoreiros, apelos cada vez urgentes ao eleitorado, produzindo lances cada vez mais dramáticos, com gente morrendo à míngua em porta de hospital, bandidos comandando o crime de dentro de presídios, professores mau remunerados à frente de alunos mal educados e sem apelo à oportunidade do estudo. O mundo inteiro ficou assim ou é o Brasil que ficou pior?
O Brasil do PT já não consegue mais "parecer ser", a ponto de a Presidente Dilma ter de intervir nos estudos do IBGE para segurar a notícia de que hoje, o Brasil está cada vez mais distante de "ser" uma nação.
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