Acabo de abandonar o canal Globo News, em favor da Band News, por conta do modo como os "globais" contestavam uma exibição de arte em Porto Alegre, abortada em uma rara ação de censura nestes tempos ultra-liberais. Eu, de minha parte, apoio plenamente a decisão: se agride, veta.
Por quê?
Desde 1968, a velocidades cada vez mais aceleradas, , nossa sociedade vivencia uma revisão quase irrestrita de valores. Foi-se embora a implacável Censura dos tempos da Ditadura, mas não sem marcar a classe artística e a imprensa, com verdadeira ojeriza por tudo o que se pense vetar.
E aos poucos, aquele antigo espírito do "é proibido proibir", evoluiu para um "tudo permitir" que nos impõe efeitos nefastos:
- você chega de manhã na empresa e vai direto ao banheiro limpar o esperma respingado no ônibus, isso se não escapou de um jorro direto em seu pescoço;
- enquanto usa o mictório, a conversa animada dos que usam os dispositivos ao lado, nada mais é que a disputa de quem vai ganhar o "galo", ou seja, você...
- você recobra a consciência dias após dopado, despojado de bens e dignidade, abusado de inúmeras formas, incontáveis vezes;
- alguém se dá por satisfeito, mas daquele momento em diante, você, exatamente você, despenderá cada dia de sua vida, tentando sublimar o doloroso momento em que se apropriaram de ti como um objeto qualquer.
A confusão é tanta, que mesmo levando à Justiça o caso mais escabroso, o juiz escamoteia a decisão sensata. Porque a moral virou tabu, substituída por uma ética que abriga conceitos imorais: ejaculou em público? É grave, mas não uma violência física...
Então, um instruído comentarista da Globo News vê na exposição de arte proscrita, uma verdadeira utilidade pública. A gente ilustrada afirma que cada um é livre para decidir... concessão às gentes depravadas, que prosperam sem nada somar na sociedade. Pelo contrário, subtraem e dividem.
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Nota: dos quatro exemplos "práticos", vivenciei o do mictório. Em agosto, mesmo, bem recente. Me senti inferiorizado ao me perceber o "galo" da rinha. Mas o que importa é não haver preconceitos, Eu, questionável heterossexual, que me comporte.
Então, um instruído comentarista da Globo News vê na exposição de arte proscrita, uma verdadeira utilidade pública. A gente ilustrada afirma que cada um é livre para decidir... concessão às gentes depravadas, que prosperam sem nada somar na sociedade. Pelo contrário, subtraem e dividem.
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Nota: dos quatro exemplos "práticos", vivenciei o do mictório. Em agosto, mesmo, bem recente. Me senti inferiorizado ao me perceber o "galo" da rinha. Mas o que importa é não haver preconceitos, Eu, questionável heterossexual, que me comporte.