No próximo dia 13 de Junho completam 3 anos que Tonhão foi acordado em sua casa, na madrugada, e retirado de lá algemado, deixando esposa e filha neném. Não se sabe quem o acusou.
Em sua casa e em seu carro não haviam drogas ou armas, mas de lá para cá, Tonhão já passou pela cadeia pública de Cruzeiro e
o presídio de Potim. Atualmente está no presídio de Tremembé. Outras pessoas estão reclusas, suspeitas de participarem do mesmo crime, o assassinato de uma jovem. Ao Tonhão coube a acusação de ter entregado a
arma do crime ao assassino, acusação mais tarde acrescida da entrega de
drogas.
Já se provou a inocência de Tonhão quanto à entrega das
drogas. Desta acusação ele foi absolvido. Cabe à justiça agora desvendar como foi
possível ao Tonhão entregar a arma junto às drogas que não entregou. Todavia, o melhor mesmo é aguardar a conclusão do processo judicial, do
qual se espera celeridade, resgatando a reputação de um pai de família querido
em sua comunidade.
Celeridade é o que se espera da Justiça brasileira. A mesma
Justiça que já se mostrou tão ágil ao anular todo o processo contra Genoíno, ao
liberar o operador amigo do Eike, ao contornar a prisão de Guido Mantega para
que ele acompanhasse a esposa enferma.
A Adriana Ancelmo foi permitido o convívio familiar, fato somente
possível por estar obrigada a permanecer no apartamento, ação escassa no
passado de jantares, festas e eventos junto ao marido que a mimava enquanto lesava
o Estado do Rio de Janeiro. Porque Tonhão, apontado de forma tão etérea (uma
foto no facebook), por tão leviano crime (a improvável entrega de arma e drogas
a um bandido), segue encarcerado, distante de sua família?
Porque a suspeição de crime insere mais um prisioneiro em um
sistema que já não comporta apenados? Porque o julgamento do Tonhão é tão
arrastado? Porque não conceder liberdade a um homem sem passaporte, influência
política nem dinheiro que justificassem o mais remoto temor pela fuga de um pai
de família com residência fixa?
O dia 13 de Junho completará três anos da prisão do Tonhão.
Mas neste próximo dia 28 de Abril está agendado o comparecimento do Tonhão ao
Tribunal, evento este que já foi adiado duas vezes. No dia 28 de Abril, a
Justiça brasileira tem uma ótima oportunidade de evitar que um terrível equívoco
faça aniversário.
Sou amigo da mãe do Tonhão, mulher trabalhadora e honesta. Por
reconhecer as virtudes desta mulher, a quem muito preocupa a ausência paterna
na criação de sua netinha, faço singelo apelo a quem está responsável pelo
processo do Tonhão, que cumpra seu dever e com a celeridade cabível, dê
conclusão a este processo.
Peço também ao Senhor Deus, o Juiz dos juízes: Senhor, dai o
Tonhão, sua vida de volta.
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