sexta-feira, 19 de maio de 2017

A quem traz a mãe no coração

Conhecemos o Fábio tomando cerveja no balcão do Pick Nick, bar em Santa Felicidade, bairro de Curitiba. Jovem robusto, trabalhador e competidor de Jiu Jitsu, sua expressão gentil e voz suave nos proporcionou uma noite agradável, em diálogos sucessivos.

Naquela noite em que travamos contato, Fábio entreteve a mim e minha esposa em conversa fluída e animada, sobre cotidiano, política e religião. Ateu, ele afirmou não crer no céu, mas com uma fala surpreendente: “eu não acredito que o Céu exista, mas eu quero que exista, porque eu quero que a minha mãe possa entrar lá”.

Enternecido com seu pensar, propus a ele um caminho para o céu, com base em cuidados com o próximo, o necessitado, no qual se atende a Jesus. Afinal, a Deus importa que as mães entrem no Paraíso, mas que lá não estejam sozinhas.

A quem traz a mãe no coração, palavras de vida eterna surgem mesmo no bar, na cerveja, seja praticante de artes marciais, seja ateu.

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