Nestlé mata águas de Minas
A Nestlé está acabando com a água mineral de São Lourenço-MG. Cada vez que tomo par dessa história, está pior que da vez anterior.
Era só a água. E nenhuma única nota na imprensa...
O que estão fazendo com a água dos brasileiros? Quem defende a nossa água?
A Nestlé está acabando com a água mineral de São Lourenço-MG. Cada vez que tomo par dessa história, está pior que da vez anterior.
Era só a água. E nenhuma única nota na imprensa...
O que estão fazendo com a água dos brasileiros? Quem defende a nossa água?
Repasso essa denúncia porque conheço bem a região e conheço parte da história. Os demais são fatos novos, mas são tantos que me assustaram.
Nestlé mata Água Mineral São Lourenço (As águas turvas da
Nestlé)
Há
alguns anos a Nestlé vem utilizando os poços de água mineral de São
Lourenço para fabricar a água marca PureLife.
Diversas
organizações da cidade vêm combatendo a prática, por muitas razões.
As
águas minerais, de propriedades medicinais e baixo custo, eram um
eficiente e barato tratamento médico para diversas doenças, que entrou em
desuso, a partir dos anos 50, pela maciça campanha dos laboratórios
farmacêuticos para vender suas fórmulas químicas através dos médicos. Mas
o poder dessas águas permanece. Médicos da região, por exemplo, curam a
anemia das crianças de baixa renda apenas com água ferruginosa.
Para
fabricar a PureLife, a Nestlé, sem estudos sérios de riscos à saúde,
desmineraliza a água e acrescenta sais minerais de sua patente. A
desmineralização de água é proibida pela Constituição.
Cientistas
europeus afirmam que nesse processo a Nestlé desestabiliza a água e
acrescenta sais minerais para fechar a reação. Em outras palavras, a
PureLife é uma água química. A Nestlé está faturando em cima de um bem
comum, a água, além de o estar esgotando, por não obedecer às normas de restrição
de impacto ambiental, expondo a saúde da população a riscos
desconhecidos. O ritmo de bombeamento da Nestlé está acima do
permitido.
Troca de dutos na presença de fiscais é rotina. O terreno do Parque das Águas de São Lourenço está afundando devido ao comprometimento dos lençóis subterrâneos. A extração em níveis além do aceito está comprometendo os poços minerais, cujas águas têm um lento processo de formação. Dois poços já secaram. Toda a região do sul de Minas está sendo afetada, inclusive estâncias minerais de outras localidades.
Durante
anos a Nestlé vinha operando, sem licença estadual. E finalmente obteve
essa licença no início de 2004.
Um
dos brasileiros atuantes no movimento de defesa das águas de São
Lourenço, Franklin Frederick, após anos de tentativas frustradas junto ao
governo e à imprensa para combater o problema, conseguiu apoio, na Suíça,
para interpelar a empresa criminosa. A Igreja Reformista, a Igreja
Católica, Grupos Socialistas e a ONG verde ATTAC uniram esforços contra a
Nestlé, que já havia tentado a mesma prática na Suíça.
Em
janeiro deste ano, graças ao apoio desses grupos, Franklin conseguiu
interpelar pessoalmente, e em público, o presidente mundial do Grupo
Nestlé. Este, irritado, respondeu que mandaria fechar imediatamente a
fábrica da Nestlé em São Lourenço. No dia seguinte, no entanto, o governo
de Minas (PSDB), baixou portaria regulamentando a atividade da Nestlé. Ao
invés de aplicar multas, deu-lhe uma autorização, mesmo ferindo a legislação
federal.. Sem aproveitar o apoio internacional para o caso, apoiou uma
corporação privada de histórico duvidoso.
Se
a grande imprensa brasileira, misteriosa e sistematicamente vem ignorando
o caso, o mesmo não ocorre na Europa, onde o assunto foi publicado em jornais
de vários países, além de duas matérias de meia hora na televisão. Em uma
dessas matérias, o vereador Cássio Mendes, do PT de São Lourenço,
envolvido na batalha contra a criminosa Nestlé, reclama que sofreu
pressões do Governo Federal (PT), para calar a boca. Teria sido avisado
de que o pessoal da Nestlé apóia o Programa Fome Zero e não está gostando
do barulho em São Lourenço.
Diga-se também que a relação espúria da Nestlé com o Fome Zero é outro caso sinistro. A empresa, como estratégia de marketing, incentiva os consumidores a comprar seus produtos, alegando que reverte lucros para o Fome Zero. E qual é a real participação da Nestlé no programa? A contratação de agentes e, parece, também fornecendo o treinamento.
Sim,
é a mesma famosa Nestlé, que tem sido há décadas alvo internacional de
denúncias de propaganda mentirosa, enganando mães pobres e educadores,
para substituir leite materno por produtos Nestlé, em um dos
maiores crimes contra a humanidade.
A
vendedora de leites e papinhas "substitutos" estaria envolvida
com o treinamento dos agentes brasileiros do Fome Zero, recolhendo
informações e gerando lucros e publicidade nas duas pontas do programa:
compradores desejosos de colaborar e famintos carentes de comida e
informação. Mais preocupante: o Governo Federal anuncia que irá alterar a
legislação, permitindo a desmineralização "parcial" das águas.
O que é isso? Como será regulamentado?
Se
a Nestlé vinha bombeando água além do permitido e a fiscalização nada
fez, como irão fiscalizar agora a tal desmineralização
"parcial"? Além do que, "parcial" ou "integral",
a desmineralização é combatida por cientistas e pesquisadores de todo
o mundo. E por que alterar a legislação em um item que apenas interessa
à Nestlé? O que nós, cidadãos, ganhamos com isso?
É
simples. Sabemos que outras empresas, como a Coca-Cola, estão no mesmo
caminho da Nestlé, adquirindo terrenos em importantes áreas de fontes de
água. É para essas empresas que o governo governa? Uma vergonha !!!
Colabore.
Transmita estas informações para outras pessoas e não consuma o que
prejudica a saúde.
Mais
informações sobre o caso Nestlé em http://www.circuitodasaguas.org/
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